Não leia! E não venha dizer que não foi avisado...

Minhas amigas lindas, (devassas!), que eu amo muito e vou dedicar meu próximo post integralmente. Nada de ECO. Nada de Thiagas e Yôs. It's you and me, baby.
Amanhã é dia de inscrição em disciplinas da nova fornada de calouros na ECO, fresquíssimos, puros, amedrontados, indefesos e eu vou parar por aqui antes que seja confundida e acusada de pornografia infantil. Só agora realmente me dei conta que meus dias de caloura estão prestes a ficar para trás. Esta época vai ser que nem aquele chiclete que você está mascando há horas: não vê a hora de se livrar e jogar no lixo (ou embaixo da cadeira quando ninguém está olhando), apesar de já ter se acostumado com ele. Sua mandíbula está aliviada, mas mesmo assim continua a mexer como se ele ainda estivesse lá. Para falar a verdade, ser caloura não combina com meus olhos. Nem com a minha sanidade.
Hoje li um post de alguém cujo nome não será revelado nem sob tortura de Lynndie England de Abu Graib ou Martha Stewart. O que é estar confuso? (Sim, eu vou divagar agora. Não diga que você não foi avisado.) Estou confusa. Acho que nunca deixei de estar, sobre muitas coisas. O que fazer no vestibular? Comer banana com mel ou ketchup (quem me conhece infelizmente sabe que a parte do ketchup não é piada)? Provavelmente você também é confuso. De fato, acho que confusão é um dos meus sobrenomes que eu sempre esqueço de assinar. Como o planeta X9, além de Plutão, que todo mundo esquece. Anna Virginia Martins Sinclair Balloussier Ancora da Luz Confusão. O problema é o que você vai fazer com esta confusão toda:
a) Acordar com um peculiar e urgente desejo de jogar boliche e ir para a sua escola ou faculdade, que você está piamente convencido de que na vida passada se chamava Columbine; b) Ouvir mais o que as pessoas tem a dizer, e não apenas aquelas vozes na sua cabeça que pedem para você matar todos os pombos que encontrar na sua frente, e também a próxima pessoa que cruzar o seu caminho que estiver usando uma meia vermelha ao avesso; c) Dizer mais o que você sente para as pessoas a sua volta, ainda que seja sobre aquelas vozes na sua cabeça que pedem para você matar todos os pombos que encontrar na sua frente, e também a próxima pessoa que cruzar o seu caminho que estiver usando uma meia vermelha ao avesso; d) Ter um amigo para conversar e se abrir, cair na porrada intelectual ou literal eventualmente, antes de que uma das coisas acima de fato ocorra. E ele não ser o seu amigo imaginário Barney. e) NDA
Acho que só quero dizer que confusão gera mais confusão, mas isso não é necessariamente ruim. Einsten devia ser confuso, mas só relativamente. Jim Morrison também, mas tem toda aquela parte de morrer de overdose com 27 anos que não o fazem um bom exemplo nessa situação. Sou da escola que acredita que a confusão é um dos requisitos para não ser o tipo de pessoa que não empresta caderno com matéria em véspera de prova e vai se tornar assessor de imprensa no futuro. Eu, por exemplo, sou confusa, e me saio muito bem com isso. Agora com licença que ouço uma voz me chamando... o quê? Matar pessoas com meias vermelhas? Eu uso faca ou arma de fogo? Ah, você prefere lança-chamas?...
Tive entrevista para a monitoria de redação do PH hoje, e vivenciei um daqueles momentos na vida que, quando passam, são seguidos por uma clarividência impressionante, em que tudo o que você tem certeza que deveria ter dito passa pela sua cabeça – só que com 10 segundos de atraso. E como se já bastasse a minha péssima (in)capacidade de lidar com pressão, ainda entro sozinha na sala porque chego atrasada; todos os outros candidatos já estavam lá dentro com os avaliadores... A minha entrevista é solitária e me senti numa inquisição, e logo depois um pouco estúpida porque esse não era um pensamento lá muito original. Não conseguia articular nada com clareza (!), e o cara chegou a perguntar se eu já tinha ido num analista (!!!).
O cara perguntou de tudo, na verdade - desde como me sentia convivendo com um chefe de centro-direita até qual tinha sido o último filme que tinha visto no cinema. Eu, obviamente, em vez de lembrar dos filmes que vi nos últimos dias, ou pelo menos inventar um iraniano qualquer para impressionar, só consigo lembrar de Cazuza – um dos mais vendáveis e banais título do ano... Isso porque eu pelo menos tive a decência de “esquecer” de mencionar Homem Aranha. É claro que podia ter tido a decência de lembrar de Monster, Prisioneiro do Paraíso ou qualquer outro filme mais cult que impressionasse a banca. Eu sou um fracasso. Preciso desabafar com o Barney.
Encontrei um colunista que falou mal do Arnaldo Jabor e do Diego Mainardi numa só página. Decidi casar com ele.
Mais uma para a série matérias eletivas...
“Nova Matemática: A matemática tradicional foi recentemente tornada obsoleta pela sensacional descoberta de que há séculos estamos escrevendo o número cinco ao contrário. Isto conduziu a uma reavaliação da contagem como um meio de chegar de 1 até 10. Estudo dos conceitos avançados da álgebra buliana e fácil resolução de equações anteriormente insolúveis, sob a ameaça de tapas e pescoções.”
Escrito por ««Ånninhå®»» às 00h14
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Quem disse que todo texto precisa ter título?
O período está acabando e a única coisa que sinto que aprendi nas salas de aula ECO foi o fato que você não aprende nada nas salas de aula da ECO. Nada contra alguns (enfatizo alguns) professores, que podem ser até boas pessoas, venderem mais livros que o Paulo Coelho ou possuírem PH até em Hogwarts – mas por enquanto, se desejo construir o meu futuro, de fato não vai ser nesse PH aí. Sinceramente, professores, vocês nos fazem envelhecer.
Menti. Aprendi assim, alguma coisa - como o papel da mídia foi fundamental como catalisador para a construção da identidade nacional. E também que Chatô era gago. R-r-r-r-r-rio, i-i-i-igr-gr-gr-greja, c-c-c-c-casa...
Essa aí é a Lilian e seu tamanco holandês. Ou o tamanco holandês e sua Lilian. Sessão chocolate-surpresa: Você sabia que na Holanda se tem o hábito de comer iogurte como sobremesa?
Fui ontem na festa da UNIRIO do curso de história e me senti um peixe fora d’água. Acho que meu aquário é a ECO mesmo. Acho que a única coisa que realmente vale a pena é o meu professor de sociologia, que é muito bom mesmo. Algumas pessoas são até legais, mas eu não tenho muito tempo ou saco de ser legal com elas. Pelo menos não paguei nada para entrar e estava em boa companhia: Bianca, Yô, Lilian e Itaipava. A música ameaçou valer no começo, quando tocou The Smiths - mas descarrilhou com micaretagem e foi sepultada com o funk Daniele. É nisso que dá a falta de ditadura musical. Pelo menos deu uma de Lázaro e ressucitou com Pearl Jam e REM. Me fez sentir sentir saudades do Djah Djah controlando o som na festa de calouros.
Na continuação da série matérias eletivas, um curso que será ministrado pelo meu amigo Wallace.
“Leitura Dinâmica: Este curso aumentará a velocidade de sua leitura paulatinamente até o fim do período, quando então o aluno será obrigado a ler Os Irmãos Karamazov em 15 minutos. O método consiste em correr os olhos pela página diagonalmente e ignorar tudo, exceto os pronomes. Em pouco tempo os pronomes também são eliminados. Gradualmente o aluno é encorajado a cochilar. Disseca-se uma rã, chega a primavera, as pessoas morrem e casam, e Pinkerton não volta para casa.”

Mais um made by Rodrigo Suprani, que eu carinhosamente apelidei de Supra-fish. Vai ser o Mascote!Tangerina.
Escrito por ««Ånninhå®»» às 19h47
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