11234316717 motivos para ler o meu blog
Passei a semana inteira clicando 6 x 10²³ vezes no SIGA para conseguir me inscrever nas disciplinas para o segundo período da ECO e, de tanto entrar no intranet.ufrj.br, passei a inserir o meu login (meu CPF) em tudo o que via pela frente: na senha da velox, no nome do e-mail e na sopa de letrinhas do minha avô. Para tentar descontar a raiva, xinguei minha mãe, difamei minha avó, amarrei um laço no rabo da minha gata, dei um peteleco na minha irmã e fiz um pacto com o diabo em troca da minha alma + uma porção de batata-fritas grande. Mas para todos aqueles que se animaram com a idéia de me ter como caloura semestre que vem, custa-me muito (pouco) informar que seus planos terão que ser adiados até o próximo semestre - quando o SIGA então chegar a conclusão que nunca de fato existi, mas sim que sou uma alucinação extraída diretamente de Hair e me chamo verdadeiramente Regina Fallangie. Minha inscrição conseguiu ser feita pelo Boghob, que depois desse milagre estará junto com Evandro Ouriques Vieira no rol de santos brasileiros a serem canonizados pelo Papa em 2105. E é óbvio que, agora, depois de tudo resolvido, já consegui entrar no SIGA pelo menos 11234316717 vezes desde ontem.
Cheguei a conclusão que Deus devia estar com dor de barriga quando me criou. Sério! Sou completamente errada. Não gostei de Encontros e Desencontros, menosprezo Djavan, sempre que as pessoas concordam comigo, aí sim tenho a certeza de que estou equivocada em algum ponto, sempre jogo metade do hambúrguer fora porque acho que "ele tem muito pão", como banana com ketchup, ainda gosto de mingau e as personagens mais frequentes nos meus sonhos são Jimmy Carter e Katie, uma Gorila da Pesada. De qualquer foma, como posso acreditar nEle se outro dia mesmo eu machuquei meu queixo com uma língua-de-sogra? A verdade é que talvez Ele não exista em primeiro lugar (porque em segundo lugar, há a possibilidade dEle vir a comandar seu próprio talk show para melhorar sua imagem na mídia, onde terá como primeiros convidados o Espírito Santo e Kelly Key debatendo a respeito da vida eterna, e como estar convenientemente vestido para ela). E não apenas não há um Deus, mas tente também encontrar um gay que não saiba de cor todo o repertório de My Fair Lady.
Semana passada entrei na cozinha, preparei meu almoço (sim, isso significa que eu tive todo o trabalho de apertar o botão do microondas) e decidi abrir uma latinha de Smirnoff Ice que estava sorrindo para mim na geladeira. E o pior é que foi um ato assustadoramente natural. Será que devo começar a me preocupar ou isso é apenas sintomático, tendo nascido numa família que bebe nescau com rum de manhã, molha os biscoitos do pavê na vodka e usa licor de chocolate como calda no sorvete?
Escrito por ««Ånninhå®»» às 03h13
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Máximo de conexões excedido
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Caro leitor,
Devido ao grande número de pessoas acessando o blog, tivemos problemas com nosso servidor de banco de dados, que não suportou o volume de requisições simultâneas, sofreu um colapso nervoso e teve que ligar para o seu analista. (Depois da sessão decidiu que pedirá demissão do cargo de banco de dados para abraçar a carreira de banco de espermas daqui para frente.) Como medida de contorno, estamos limitando o volume de atualizações para permitir que os que conseguem entrar possam trabalhar sem atropelos ou ejaculações precoces. Vídeos da professora Kátia Maciel na banheira serão disponibilizados para aqueles que tiverem dificuldades de acessar a si próprio, assim como fotos reveladoras do professor Hério Saboga trajando um copo de vinho francês numa mão e nada mais. No momento estamos trabalhando com a carga máxima tolerável, por isso pedimos que tente o acesso um pouco mais tarde, quando então voltaremos a pedir que tente o acesso um pouco mais tarde mais uma vez.
Quando conseguir o acesso, ou seja, um dia após o vencimento do prazo para efetuar as inscrições, você será atendido sem ter seu trabalho interrompido, e sem longas esperas pelas respostas (cujas perguntas serão extraviadas posteriormente para o Show do Milhão). Você sofrerá um colapso nervoso e tentará ligar para o seu analista, mas ele também terá pedido demissão para fazer carreira como doador de banco de espermas e aproveitará seu tempo vago para ministrar aulas de Lingüagem Gráfica na Escola de Comunicação da UFRJ. Pedimos a todos que, ao terminarem de utilizar o programa, por favor cliquem no ícone existente no cabeçalho, pois assim você estará liberando imadiatamente o acesso para que outro usuário, que se encontrará separado de você por no máximo cinco graus de separação (por motivos além da sua compreensão, Fidel Castro e Isabelita dos Patins estarão de alguma forma interligando vocês dois), acesse a si mesmo. Se isso não for feito, sua sessão só se acabará após transcorrer 10 minutos, um tempo relativamente bom para a média do brasileiro. Pedimos portanto, em prol do benefício geral, que encerrem suas sessões como descrito, ao invés de simplesmente fechar a janela do navegador sem pedir o número do seu telefone. Obrigado por sua doação e por favor, tente mais tarde, para podermos mais uma vez pedir para que tente mais tarde, porque isso nunca perderá a graça para a gente. |
Escrito por ««Ånninhå®»» às 13h41
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Vai, Planeta!
  Três cinemas que eu vi nesta última semana que fizeram valer a pena duelar contra a lentidão do meu PC para selecionar estas imagens.
A quantidade de spams que continuam a entulhar o meu computador está me convencendo que devo ter alguma dívida cármica da pesada para expiar - vai ver na vida passada eu fui responsável por alguma estupidez sem igual à humanidade, como ter construído a bomba atômica, inventado a lei que proíbe fazer barulho ao tomar sopa em local público ou parido Joan Rivers. Nada disso, porém, modifica o fato de que os spams estão no top five das coisas que mais odeio na minha vida (não, você não é um gênio se deduziu que Joan Rivers habita esta lista). Será que é muito difícil compreender que não quero trabalhar nos Estados Unidos, não quero sites de sexo animal com antílopes da Malásia, não quero sites de sexo animal com antílopes da Indonésia e muito menos encontrar meu par ideal no loversfound.com? Os arquivos da internet devem achar que ou eu sou recalcada ou que eu tarada. Ou as duas coisas. Decidi que nada me irrita mais do que pessoas que citam números absurdamente quebrados e aleatórios para situações genéricas, como falar que você estava 76,54% bêbada ou que tem 237 coisas para fazer amanhã. Sempre acham que estão sendo incrivelmente originais e hilariamente espontâneas. E não pensem que isso não é uma auto-crítica! Eu sou mestra nisso. Faço pelo menos 37,5 dessas num dia.
Duas festas no mesmo dia geralmente equivalem a algum tipo de caos dilemático – qual delas deve-se ir? A que tem Skol quente ou a que tem Nova Schin gelada? Claro que também rola o estresse de qual amigo você vai privilegiar com a graça suprema de sua aparição. Quando as duas têm Skol, e ainda por cima geladas, aí sim a vaca vai para o brejo de vez. Mas não é que impressionante e estranhamente tudo funcionou muito bem desta vez? E olha que acreditei piamente que a Lei de Murphy estava pronta para testar seu novo template em cima de mim, porque os dois aniversários, do Wallace e da Schreiber, eram em Itaipuaçu e Laranjeiras - lugares geograficamente incompatíveis (se é que já se viu lugares que não o fossem antes).
Fui para Itaipuaçu num liquidificador que chacoalhou tanto no final da viagem que pensei que tivesse sido virada ao avesso. Quatro ônibus, um engarrafamento na ponte Rio-Niterói e três horas com o Ricardo como companheiro de viagem depois, cheguei lá, joguei totó, truco, bebi cerveja e fiquei de bobeira com o pessoal da ECO. Em suma, foi como se eu nunca tivesse saído da faculdade em primeiro lugar. Faria tudo de novo sem pensar sequer uma vez, a despeito de um pequeno detalhe: trocaria o Ricardo pelo Barney na próxima viagem que fizesse no liquidificador anteriormente conhecido como ônibus. Será que alguém tem idéia do que é passar duas horas e meia com um paulista? Concede à palavra mártir toda uma nova dimensão.
A próxima parada foi numa casa espetacular em Laranjeiras, na festa da Schibs, que teve até direito a uma (duas, três...) dose(s) de tequila, no ar mais retrô a la Guapo. E como não pretendo gerar exclusão (da vida) social para os que não foram à festa, alguns relatos que poderão ser utilizados pelo Ministério da Saúde caso se deseje propagandear contra o consumo desmesurado de bebidas alcoólicas: defina o que são cinco pessoas no meio de uma cozinha arquitetando a formação do Capitão Planeta. Os lamentosos componentes desse grupo cujos nomes não serão revelados (pausa para mensagem subliminar: eu, Schreiber, Boghob, Felipe e Rafa) não apenas se arrumaram em um círculo, como apelaram cada um para o nome do seu anel mágico(!) – terra, fogo, água, vento e coração – e bradaram, uníssonos, pela união dos seus poderes, eu sou o capitão planeta!
Você acha que acabou? Este grupo ainda fez questão de dar o ponto final com o(s) grito(s) de vai, planeta!
Sugestões de formações ebriamente esdrúxulas para as próximas festas regadas à tequila (porque festa da Schreiber não é qualquer coisa não): os setes anões (Mestre, Feliz, Zangado, Dunga, Soneca, Atchim e Dengoso), os dez mandamentos dos escoteiros (confiança, lealdade, ser prestativo, cortesia, respeito pelos animais, obediência, bom humor, trabalho, respeito pela propriedade e limpeza do corpo e da alma), os três porquinhos (Heitor, Cícero e Prático), os Irmãos Marx (Groucho, Harpo, Chico e Zeppo) e, para últimos recursos, no estado imediato pré-coma alcóolico, as seis mulheres de Henrique VIII (Catarina de Aragão, Ana Bolena, Jane Seymour, Ana de Cleves, Catarina Howard e Catarina Parr).
Sobriedade é um verbete que encontra cada vez mais dificuldades para encontrar espaço no meu dicionário cotidiano. Quanto a festa na casa da Frau Schibs, só posso dizer que só falo na presença do meu advogado. Ou do Capitão Planeta. Houve coro para Boehmian Rapshody e Hotel California, Frio-Calor (porque toda festa da ECO morreria um pouquinho caso este clássico nos fosse surrupiado) e - mais um revival do nosso itinerário na faculdade - jogatina de truco e muita Itaipava. Surpreendentemente, a música não se restringiu ao repertório estritamente brazuca esperável da Schreiber. Vale a pena lembrar das caipirinhas preparadas pelo Fábio, que para a minha surpresa estavam ótimas, a despeito dele não beber uma gota de álcool (se você pensou que as melhores coisas na vida são produzidas pelas pessoas menos prováveis ao lembrar que Beethoven era completamente surdo ao compor a nona sinfonia, saiba que este é um pensamento muito pouco original, e três pessoas já chegaram na sua frente com esse argumento). Muito legal, tudo - fez valer a pena se despencar lá de Itaipuaçu, no meio de uma chuva noética.
Eu sei que prometi um post dedicado integralmente a Carol e Bi, mas vocês são muito especial (pausa para mensagem subliminar: chatas) para escrever sem inspiração.
Em homenagem ao bartender Fabiô, um poema brilhante de Voltaire:
L’autre jour, au fond d’un valon, Un serpent piqua Jean Frénon. Que pensez-vous qu’il arriva? Ce fut le serpent qui créva.
Já que amanhã é o dia para se inscrever nas disciplinas, a matéria eletiva da vez:
“Musicologia III: O aluno é ensinado a tocar “Atirei o Pau no Gato” numa flautinha de criança, progride rapidamente até o “Concerto de Bradenburgo” e depois retorna lentamente ao novo sucesso da Ivete Sangalo, em sua versão barroca.
Escrito por ««Ånninhå®»» às 22h08
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